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  • Foto do escritorGeovanne Solamini

Rivalidade com Irene e maldades de Agatha fizeram Terra e Paixão mais interessante, e agora passou

A novela das nove viveu uma fase auspiciosa, devidamente reconhecida pelo público e com audiência estabilizada, mas quem assiste já percebeu que a trama regressou ao de sempre


Gloria Pires, Tony Ramos e Eliane Giardini em Terra e Paixão
Foto: Fábio Rocha/TV Globo

No ar há cerca de seis meses, nestes em que a trama já atirou para todos os lados, perdeu o rumo e se envolveu em polêmicas por parte da Globo, ‘Terra e Paixão' parece finalmente ter se encontrado e passou por uma boa fase, mesmo que próxima do seu fim. 


A trama de Walcyr Carrasco, nas últimas semanas, apostou fortemente nos conflitos envolvendo a família La Selva que, de certa forma, é o núcleo central da novela, e o resultado vem sendo positivo tanto em reconhecimento do público e números de audiência. 


O núcleo tornou-se mais atrativo com o desenrolar de conflitos internos trazidos com a volta de Agatha à cidade de Nova Primavera, que aos poucos, expressa com ainda mais clareza os seus traços de uma grande vilã – em mais um show de atuação de Eliane Giardini.


A personagem chegou com tudo para movimentar o enredo, e conseguiu do início ao fim da sua aparição. Com isso, ganhou a grande inimizade de Irene (Gloria Pires), com quem protagonizou fortes embates por conta do seu casamento com Antônio La Selva (Tony Ramos) e suas tramoias sendo descobertas por personagens como Caio (Cauã Reymond) e Luigi (Rainer Cadete). 


Duelo de gigantes

Gloria Pires e Eliane Giardini em Terra e Paixão
Foto: Reprodução/Goboplay

Desde o surgimento de Agatha, a novela das nove já começava a ganhar ares mais interessantes após meses seguidos com uma cansativa busca pela sucessão da família La Selva e as terras de Aline (Bárbara Reis), isso é fato, trazendo mais dinamismo e novas catarses aos capítulos. 


Assim, uma nova rivalidade se criou entre Agatha e Irene, que se separou de Antônio e saiu de casa, mas nunca se conformou em perder o seu posto de poderosa e parceira ferrenha nos planos do marido. 


As duas se enfrentaram de igual para igual durante essa leva de capítulos, onde se contra-atacaram tentando uma derrubar a outra pelo poder e o posto de senhora La Selva, usando as mesmas armas relacionadas a descoberta de seus respectivos segredos e crimes. 


Dentre eles, destacam-se a descoberta de que Agatha pretendia seguir envenenando Antônio para o manipular e se apossar de toda sua fortuna em um plano de vingança muito bem arquitetado. E também a revelação de que Hélio (Rafael Vitti) é, na verdade, filho da vilã – exibidos nos capítulos da última semana de novembro e na primeira de dezembro. 


Isso tudo contribuiu para que ‘Terra e Paixão' se tenha ficado mais interessante, ainda que por um curto período, em que era quase impossível não se prender com os últimos acontecimentos.


Assim, houve grande e justa repercussão nas redes sociais – mérito de Eliane Giardini, Gloria Pires e Tony Ramos, como de seus respectivos personagens na trama –, algo que se refletiu também no crescimento da audiência, atingindo bons índices até então inéditos, fazendo com que o cenário da Globo ficasse mais confortável pelo menos na faixa das nove.


Fórmulas antigas que geram bons resultados

Mas, sem dúvida, o melhor momento da novela aconteceu no capítulo 184, exibido na última quinta-feira (7), onde pela última vez Agatha e Irene se enfrentaram antes do principal acontecimento que marcou o fim de sua melhor fase: a morte da vilã que tomou a novela para si. 


Nesse capítulo em questão, Eliane Giardini e Gloria Pires foram brilhantes em suas interpretações, passando ainda mais verdade nas sequências em que se enfrentavam. Isso, potencializou a teoria de que a sua rival poderia ser a principal suspeita da sua morte nos momentos finais da novela naquele dia. 


É preciso reconhecer que Walcyr Carrasco e Thelma Guedes encontraram um ponto de equilíbrio em investir no mais tradicional folhetim e seus recursos que, na maioria das vezes, sempre dão certo quando são utilizados, como uma boa rivalidade feminina e o famoso “quem matou?” – artifício que há anos não era explorado em uma novela das nove, desde ‘A Regra do Jogo’ (2015/2016).  


O fato é que a novela decolou e se estabilizou não só em audiência, mas como na sua narrativa, até a página dois. Enquanto os mistérios sobre a morte de Agatha ainda não são resolvidos e o assassino ou assassinos revelados, voltamos ao mesmo ponto em que a trama se arrasta desde a estreia em 8 de maio, infelizmente.


De volta ao começo

Após essa boa fase, fomos surpreendidos com mais um acontecimento importante e que merece todos os aplausos: beijo mais esperado do ano entre Kelvin (Diego Martins) e Ramiro (Amaury Lorenzo), exibido na última terça-feira (12), e que bombou nas redes sociais. 


Ainda que com todas as críticas aos personagens e à condução de que os autores deram a eles, há de se reconhecer que foi um momento bonito, importante e histórico se considerarmos o conservadorismo que toma conta da gestão atual da emissora, e que vetou outros beijos também muito esperados, como o de Clara (Regiane Alves) e Helena (Priscila Sztejnman) em ‘Vai na Fé’, por exemplo. 


Dito isso, ‘Terra e Paixão’ parece estar voltando ao começo. Isso porque, agora com tudo “resolvido”, voltamos a assistir Antônio La Selva perseguir Aline ou qualquer outra pessoa que seja aliada da mocinha. Ou seja, a boa fase da novela já passou e até o seu último capítulo, em 19 de janeiro, teremos mais do mesmo – de novo. 


Mas, a novela sempre será lembrada pela participação de Eliane Giardini, parceria de Walcyr em novelas como ‘Amor à Vida’ (2013), ‘Êta Mundo Bom!’ (2016) e ‘O Outro Lado do Paraíso’ (2017), bem como Gloria Pires e Tony Ramos em mais uma vez parceiros de cena. Essa é a prova de que atores e atrizes veteranos continuam se destacando e merecem boas oportunidades nas novelas. 



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