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  • Foto do escritorGeovanne Solamini

5 motivos para assistir a segunda reprise de ‘O Clone’ no ‘Vale a Pena Ver de Novo

Depois de muito suspense, finalmente a TV Globo divulgou a sua próxima reprise do ‘Vale a Pena Ver de Novo’, trazendo de volta um grande sucesso que acabou de completar 20 anos, ‘O Clone’ (2001). A novela volta à sessão de reprises após 10 anos de ser reprisada pela primeira vez e dois anos depois da sua exibição no Canal VIVA, o que gerou controvérsias. A escolha, dá-se por vários motivos e primeiramente, em questão de audiência onde mais uma vez ‘O Clone’ volta ao ar numa tentativa de alavancar os índices abaixo da meta que sua antecessora. Isso não importa, aqui falamos sobre a qualidade.

Muito se discutiu após o anúncio da reprise da novela por ser uma reprise recente e as pessoas não aguentarem mais, porém, se analisarmos, a novela foi reprisada em TV aberta em 2011 e na TV fechada entre 2019 e 2020. A questão é que sim, os públicos são diferentes. O alcance de um canal aberto é bem maior e atinge muito mais pessoas enquanto o canal aberto se limita a uma parcela da população que pode pagar pelo conteúdo e se encontra mais na bolha. Nesses casos, deve-se levar em conta o assunto de maneira mais macro, pensando nessas outras pessoas. Claro que a opinião do público importa, porém é muito relativa. Devemos respeitar que “O Clone” é um clássico, merece ser reprisada e merece que mais pessoas tenham a oportunidade de assisti-la. É a cultura brasileira aí!

Por isso, listei 5 motivos para você ver pela primeira vez ou rever a reprise, confira:

Giovanna Antonelli e Letícia Sabatella em “O Clone” (2001) | Foto: Reprodução/Globo

Jade (Giovanna Antonelli) e Latifa (Letícia Sabatella) em “O Clone” (2001) | Imagem: TV Globo/Reprodução

1 – Choque cultural: uma das marcas registradas da autora Gloria Perez é trazer elementos de culturas diferentes para suas novelas e talvez em “O Clone” tenha sido a sua primeira melhor representação. A novela mostra uma cultura totalmente diferente da nossa – até oposta em grande parte – onde são mostrados vestimentas, comidas, costumes e um vocabulário diferente, sem falar da religião islâmica. Isso tudo misturando o drama e a comédia.

Débora Falabella em 'O Clone" (2001) | Foto: Reprodução/Globo

2 – Pautas sociais: outra característica da autora são as pautas sociais e dessa vez não foi diferente. Além de ter abordado um assunto que já foi tema de novela, a inseminação artificial lá em “Barriga de Aluguel” (1990), a clonagem foi outro assunto “inovador” que não era conhecido pelo grade público com suas aulas de genética. E não podemos esquecer da dependência química que foi abordada de maneia muito humana nos personagens de Mel (Débora Falabella) e Lobato (Osmar Prado), contando com depoimentos de casos reais durante as cenas.

Foto: Reprodução/Globo

3 – Direção e fotografia de cinema: esse é um ponto forte da novela. Jayme Monjardim foi quem deu à novela essa cara de filme com imagens magníficas do Marrocos que nunca talvez tenham sido vistas nas novelas. Experiência que já tinha sido vista na TV lá em “Pantanal” (1990), na extinta TV Manchete, que o mesmo dirigiu.


Khadija (Carla Diaz), Odete (Mara Manzan) e Dona Jura (Solange Couto) | Foto: Reprodução/Globo

4 – Bordões: Eita novela para ter bordões! Além das expressões estrangeiras como “insha’Allah” (em português, “se Alá quiser”) – repetida por Khadija (Carla Diaz), “maktub” (em português, “está escrito”) e “queimar no mármore do inferno” são as mais conhecidas. E sem falar de “cada mergulho é um flash” – dita inúmeras vezes por Odete (Mara Manzan) e “né brinquedo não” – por Dona Jura (Solange Couto).

Astros de O Clone que já nos deixaram | Foto: Reprodução/Globo

5 – Atores e atrizes que já se foram: Por ser uma novela de 20 anos, com certeza temos estrelas que já nos deixaram. Essa reprise é uma boa oportunidade de lembrar de Guilherme Karan (1957 – 2016), Mara Manzan (1952 – 2009), Sebastião Vasconcellos (1927 – 2013), Beatriz Segall (1926 – 2018) e Mário Lago (1911 – 2002) são alguns dos nomes.

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