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  • Foto do escritorGeovanne Solamini

Duas vezes em que músicas clássicas foram trilha nas novelas de Silvio de Abreu


Foto: Reprodução/Globo

Novelas são o produto audiovisual mais popular, acessível e representativo do nosso país, e essa é uma verdade inquestionável. Através das novelas, o Brasil conhece novas culturas, países, músicas, moda, além de democratizar conceitos considerados elitistas – por exemplo, a música clássica, que é a pauta desse texto.


É inegável que Silvio de Abreu é um dos autores mais inteligentes e talentosos da nossa TV. Ele escreveu, supervisionou e colaborou em grandes sucessos da história da teledramaturgia. Seu trabalho é recheado de referências ao teatro (que ele reserva às suas comédias, como “Guerra dos Sexos” – 1983, e “Sassaricando” – 1987) e ao cinema (que influencia seus dramas e suspenses, como “A Próxima Vítima” – 1995), onde começou sua carreira.


Sabemos que um autor não tem poder absoluto sobre todos os aspectos de uma novela, mas ele pode alinhar sua visão a outros profissionais, como os diretores e produtores musicais, para que a mágica aconteça. Neste texto, relembramos duas vezes que músicas clássicas foram trilha sonora das novelas de Silvio de Abreu. A primeira delas é ”Psycho Suite”, de Bernard Herrmann e Joel McNeely pela Royal Scottish National Orchestra, tema do clássico do suspense “Psicose” (1960), de Alfred Hitchcock. Uma versão produzida pela TV Globo era utilizada em cenas da novela “Cambalacho” (1986), até que, quase dez anos depois, o produtor musical Renato Ladeira criou mais uma versão que foi usada, com muito sucesso, nas cenas de ação da trama policial “A Próxima Vítima”. Com esta novela, Sílvio parou o Brasil para descobrir não apenas quem era o misterioso assassino do Opala preto, mas também quem seria, claro, sua próxima vítima. Compare as versões original e da novela, respectivamente:


Outra música clássica que virou trilha numa novela de Silvio de Abreu, foi a Sinfonia nº40 de Mozart, que foi remixada pelas mãos de Sérgio Saraceni e embalava as primeiras cenas de “Belíssima” (2005), em que modelos desfilavam, em pontos turísticos de São Paulo, as peças da indústria de lingeries que dá título à novela, em comemoração ao jubileu da mesma. Foi tocada mais vezes, principalmente em cenas que mostravam a cidade, e também foi utilizada, com menos frequência, na novela seguinte do autor, “Passione” (2010).


Trilhas sonoras instrumentais marcam as novelas (assim como os filmes), dando mais emoção às cenas exibidas e ficando marcadas no imaginário do público – mesmo que sejam mais difíceis de identificar. Quem nunca andou pela rua, dirigiu ou até chorou imaginando uma trilha sonora instrumental no fundo? Ainda vamos falar muito sobre isso por aqui, aguardem!

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